<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-9100584</atom:id><lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2009 10:24:23 +0000</lastBuildDate><title>Café Bagdad</title><description>À conquista das palavras...</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (carla)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-1216635279694856250</guid><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 16:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-24T03:24:23.415-07:00</atom:updated><title>A COR DA PELE ou A COR DO DINHEIRO</title><description>Eis-me de  volta. Apetece-me opinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último ano, feito de quedas nas bolsas, inflação, deflação e quejandos, assistimos a mudanças na sociedade impensáveis há um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava-se demasiado da chegada de Obama ao poder. Que sacudisse o pessimismo, mas tal não aconteceu ainda. É cedo, dirão os mais optimistas. Hum hum, digo eu, sempre apostada na concretização dos meus sonhos, de quando em vez, feitos realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disparate todo foi pensar-se que a cor da pele podia mudar alguma coisa. Deu mais esperança a uma sociedade decadente, já não foi nada mau. Todos ficaram contentes, mas Wall Street continuará a mandar e o resto será paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se pertence a uma classe de poder, qualquer cor, tamanho ou idade são aceites. Só os inocentes acham que assim não é. Não será a cor da pele que irá mudar o mundo, por mais emocionante que os discursos sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, alguém pensa realmente que o mundo pode mudar pelo simples facto de um mestiço ser eleito presidente dos EUA? Digo mestiço porque abunda a ignorância sobre a distância entre um mestiço e um africano. Deixo um espaço em branco para a digestão desta afirmação. Interpretação livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo europeia-africana, estou ansiosa que o exemplo de Obama se reproduza, em África, permitindo que alguém da minha raça se candidate a qualquer cargo político nos países onde nasceram. Apenas a cor da pele é impeditiva, por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que não haja más interpretações, quero deixar bem claro que sempre lutei pela independência da terra onde nasci. Tive o sonho de Moçambique ser, de facto, a terra de todos os Moçambicanos. Entre os melhores amigos, tenho a felicidade de contar com pessoas de todas as etnias (agora, sim, estou a ser politicamente correcta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que o racismo da cor da pele, pesa o racismo da cor do dinheiro. É ver vedetas serem apaparicadas por aqueles que evitam roçar um ombro mais trigueiro, num espaço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemos esse grande mestre que é o tempo passar. Que Obama continue a dar-nos esperança!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-1216635279694856250?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2009/04/cor-da-pele.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-4111211163666229236</guid><pubDate>Thu, 27 Mar 2008 14:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-27T08:03:36.427-07:00</atom:updated><title>Olhando para o passado</title><description>Maria Cavaco Silva foi a Moçambique para matar saudades. Do liceu, da terra, das gentes,  daqueles tempos que nos deixaram marcados para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há, obviamente, que olhar o passado, sem complexos, mas pensando no futuro, para que não se repitam os mesmos erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos estive lá e adorei, todos sabem que regressei encantada com a minha terra. Mas deixou-me triste ver o neocolonialismo que por lá se instalou, não tanto de portugueses, verdade seja dita.  Outros há que têm sabido aproveitar bem melhor a fraqueza de quem é tão vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria muito que todos visitássemos, de vez em quando, a nossa terra. Ainda bem que vão pôr mais um voo semanal, espero que baixem os preços dos bilhetes, se assim não fizerem, não vai adiantar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também espero que os senhores do turismo se dêem conta de que os preços praticados são absolutamente exorbitantes, completamente fora de contexto, sobretudo quando vemos todos os pacotes de destinos exóticos a serem vendidos quase a metro. Umas férias em qualquer praia de Moçambique sai o triplo de umas férias nas Caraíbas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conjugando a boa vontade na política de preços e a saudade de quem lá viveu, será mais fácil para nós, portugueses, olharmos o passado para podermos corrigi-lo, sempre que possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade é um sentimento bem português que ajudará, certamente, a fixar este olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-4111211163666229236?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2008/03/olhando-para-o-passado.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-1011435585720981886</guid><pubDate>Tue, 19 Feb 2008 16:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-19T08:43:44.598-08:00</atom:updated><title>NADA DE NOVO - COMO É POSSÍVEL ?</title><description>Olho para trás, no tempo, e verifico que tudo continua na mesma. Como é possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país em que nada muda -  quando alguma coisa muda, é para pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio o Natal, fomos bonzinhos, generosos, amorosos, foi-se o Natal, fora com isso tudo, toca a passar a perna ao parceiro, tirar o tapete, deixá-lo sem rede. Enfim... não falo por mim, mas sim daquelas "avis raras" que aparecem muito boazinhas, para desaparecerem logo de seguida, reaparecendo sem máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Máscara, máscara... o Carnaval já passou. Ainda bem, podemos voltar a usar a máscara 365, que este ano é a 366.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos na Quaresma, quase a chegar à Páscoa. Vamos outra vez fingir que somos bonzinhos? Que gostamos dos pobrezinhos, ainda que seja só por uns dias? Logo a seguir, podemos voltar ao que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos bem, no meio disto tudo, se formos fazendos uns intervalos na maldade, sempre há uns dias durante o ano em que somos menos execráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareço mais amarga do que é normal, mas é por causa da chuva. Aquela chuva que caíu ontem e nos deixou, novamente, tal como em 1967, perante a nossa imagem de sempre - nada mudou, só as minhas rugas, o meu peso, os meus cabelos brancos. Porque a impreparação, o "desenrasca", o desespero, são iguazinhos. Nada de novo, apenas e sempre, o mesmo fado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será a isto que chamam fado? Se é, temos de criar outro tipo de "música". Porque esta já não dá, nada muda, tudo fica na mesma. Temos de tentar mudar. Pelos nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pelos nossos filhos" - ouvi esta frase, este propósito, precisamente há 29 anos. Na altura, eu era "filha". Já tenho idade para ser avó...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu dizia, nada de novo - como é possível?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-1011435585720981886?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2008/02/nada-de-novo-como-possvel.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-8157401605518786139</guid><pubDate>Sun, 18 Nov 2007 11:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-18T04:26:44.669-08:00</atom:updated><title>JÁ É NATAL</title><description>Logo a seguir ao pequeno almoço, mobilizei o meu marido para começarmos o Natal. Lá fomos decorar o pinheiro que temos no jardim. Ele sempre a achar esta minha fantasia um poucochinho infantil para a minha idade, que eu aindo sinto ser  a das ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escolhia os enfeites, regressei à minha infância, essa, sim , a idade das ilusões. A maior parte delas, não se concretizará nunca, mas tem valido a pena pelas que se transformam em realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era pequenita, acreditava que o Natal era mais meu que das outras pessoas. Porque nasci a 24 de Dezembro, o dia mais lindo do ano, aquele em que ainda suspiramos pelas prendas que hão-de vir, ou não. O dia 25 é o repouso, o 24 é a paixão ao rubro, a verdadeira febre do Natal, que desaparece com os papéis amarrotados e os laçarotes desfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó convencia-me que a árvore era minha, as bolas eram minhas, o dia era meu. E eu acreditava, queria acreditar... a minha irmã fazia sempre uma enorme festa de aniversário em Novembro, muitos convidados, muita alegria, prendas, familiares e amigos  a entrar e sair, denfim, um rodopio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro semanas depois, chegava o Natal, que era festa para toda a gente, poucos se lembravam de mim, na melhor das hipóteses, uma visita-relâmpago e um presente para mim, outro para a minha irmã, para ela era sempre a bisar, de Novembro a Dezembro. Ainda hoje, penso que a minha avó tentou compensar-me, criando em mim a fantasia do "meu " Natal. Para que eu não me sentisse tão só e esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avózinha ia para a baixa, às compras,  cometia as maiores loucuras, perdia-se por completo com as bolas de Natal. No regresso da escola, lá estava ela, para me  dar aquelas "prendas", coloridas, brilhantes e quebradiças. Para a minha árvore de Natal, dizia sempre, com ar persuasivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais importante do Natal é a partilha, foi com ela que aprendi isso, e ainda continuo a gostar de comprar para encher os outros de alegria. Nesta quadra, a tendência é dar prendas por obrigação social - não seria melhor se instituíssemos o Natal como forma de vida, não esquecendo nunca os mais desfavorecidos, os refugiados de guerra, dando amor e solidariedade durante doze mes por ano?!?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, pensei nisso tudo enquanto fazíamos a nossa árvore de Natal. Já que não pode ser todo o ano, oferecemos aos vizinhos uns minutos diferentes, sobretudo quando vão para a paragem de autocarro, mesmo aqui em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção é que, ao pararem, se interroguem "porquê tão cedo?" e nos seus corações surja  a única resposta possível "porque tem de ser Natal todo o ano". Que tentem ser mais simpáticos com aqueles com quem se cruzam, mais solidários e prestáveis no trabalho, nos transportes,enfim, por todo o lado. Só uma mudança de atitude ajudará a melhorar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é Natal, toca a melhorar!.. Ou isto não passará tudo de uma farsa em que nos permitimos ser bonzinhos durante uns dias, para aliviar as consciências pesadíssimas de todos os erros voluntariamente cometidos ao longo do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico cheia de esperança que a nossa árvore de Natal ajude à reflexão e mobilização para um mundo cada vez mais bonito e bom, para todos. Que este Natal todos se esforcem por melhorar a vida dos outros, distribuind sorrisos, amor, simpatia, carinho, sem esquecer de pressionar o poder político - só será o meu Natal quando não houver guerra e fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para esse Natal que a avózinha me preparou, generosa como era. Será que vou morrer sem ter vivido o meu Natal, aquele, o verdadeiro, de que ela me falava, como se um dia fosse acontecer?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico este Natal à minha filha. Quando ela acordar e levantar a persiana, vai ficar radiante, ao ver a árvore. Ela e a geração dela têm de conseguir aquilo que eu não fui capaz - um Natal para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-8157401605518786139?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/11/j-natal.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-5333422797734252289</guid><pubDate>Tue, 23 Oct 2007 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-23T03:09:27.554-07:00</atom:updated><title>RAFAEL DE COZÁR</title><description>A poesia é universal, há que divulgá-la, para podermos ajudar a criar um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao grande amigo e poeta Joaquín Ramirez Garrido, El Aviador Capotado, publico aqui o poema YA NO QUEDA, do poeta RAFAEL DE COZÁR, nome que dispensa apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem hajas, Joaquín!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YA NO QUEDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumbé sin novedad por la veteada calle&lt;br /&gt;que yo me sé. Todo sin novedad,&lt;br /&gt;de veras. Y fondeé hacia cosas así,&lt;br /&gt;y fui pasado...&lt;br /&gt;César Vallejo. Trilce&lt;br /&gt;Qué puedo decir de ti si ya no queda&lt;br /&gt;ni un mínimo rescoldo en la penumbra&lt;br /&gt;del fondo acristalado de mi copa,&lt;br /&gt;o tal vez sólo un tímido recuerdo de tu piel&lt;br /&gt;cuando en la cama tuerzo las esquinas&lt;br /&gt;y la miel ondulante de tu pelo&lt;br /&gt;me empaña las pestañas de color.&lt;br /&gt;Fui olvidando tus medias en la cómoda,&lt;br /&gt;tu cepillo de dientes, tus camisas&lt;br /&gt;y ponerme tus jeans a mi medida.&lt;br /&gt;He olvidado la cocina para dos&lt;br /&gt;y ya no uso jamás tu cazadora;&lt;br /&gt;me basta una ración en la comida,&lt;br /&gt;no preciso llenar la lavadora&lt;br /&gt;y he cubierto el hueco en la repisa&lt;br /&gt;que dejaron tus libros y tus cosas.&lt;br /&gt;He cambiado las plantas que te gustan&lt;br /&gt;y ordenado de otra forma el salón,&lt;br /&gt;torcí los cuadros por romper la simetría,&lt;br /&gt;arrojo la ceniza en los rincones&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-5333422797734252289?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/10/rafael-de-cozr.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-7318140682946503409</guid><pubDate>Mon, 22 Oct 2007 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-22T03:41:15.185-07:00</atom:updated><title>O HOMEM DAS SEXTAS-FEIRAS</title><description>Aqui vai mais um belíssimo poema do nosso grande amigo, POETA maior da língua castelhana, JOAQUÍN RAMIREZ GARRIDO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EL HOMBRE DE LOS VIERNES&lt;br /&gt;Verle en aquella atmósfera&lt;br /&gt;De música loca,&lt;br /&gt;Paseando entre la gente,&lt;br /&gt;Alisándose el teñido pelo,&lt;br /&gt;Con la mirada fija&lt;br /&gt;En ojos de mujeres&lt;br /&gt;Que nunca serían suyas.&lt;br /&gt;Me divertía.&lt;br /&gt;Porque yo sabía que estaba,&lt;br /&gt;Acosado por el ocaso,&lt;br /&gt;Mimado por el sueldo certero.&lt;br /&gt;Plano y estúpido,&lt;br /&gt;Aditado de patéticas ropas&lt;br /&gt;Sin acomodo en su cuerpo,&lt;br /&gt;Intentando entrar&lt;br /&gt;En el purgatorio del ritmo,&lt;br /&gt;Pero sabedor del cielo&lt;br /&gt;De acogedor neón de su oficina,&lt;br /&gt;Y la certeza de la próxima nómina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-7318140682946503409?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/10/o-homem-das-sextas-feiras.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-4636196805387137365</guid><pubDate>Mon, 22 Oct 2007 09:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-22T03:20:11.439-07:00</atom:updated><title>HOSPITAL RIMA COM MAL</title><description>Fui para o Hospital Amadora-Sintra, no domingo, 07 de Outubro, com insuportáveis dores de ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A médica que me "atendeu", disse que tinha de ir para S.José, porque NÃO HÁ OTORRINO DURANTE OS FINS DE SEMANA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otorrrino, aquele médico que trata constipações, gripes, otites, etc., não existe nenhum durante os fins de semana. Até parece que é uma especialidade daquelas muito raras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do S. José com um braço partido - ainda antes de entrar, deslizei naquele piso altamente irregular, que convida à queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dois em um - e ainda tenho andado a pagar exames e consultas. Embora me tivessem levantado do chão e colocado numa cadeira de rodas, ninguém veio assumir responsabilidades. Aposto em como nem registaram o acidente como sendo "caseiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a questão que se levanta é esta - a quem peço contas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Hospital Amadora-Sintra - se tivessem otorrino eu não teria ido para S. José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Hospital de S.José - o piso é escorregadio, velho e irregular, causador de múltiplas quedas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a certeza de que alguém vai ter de me explicar para onde vão os meus impostos, que nem um otorrino arranjo na minha zona de residência. Quero saber quem vai assumir a culpa. Desta vez, não vai morrer solteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-4636196805387137365?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/10/fui-para-o-hospital-amadora-sintra-no.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-1139665739177780946</guid><pubDate>Mon, 13 Aug 2007 10:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-13T03:45:24.268-07:00</atom:updated><title>Até que enfim!... Oh, Maddie!...</title><description>Até que enfim!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uns meses, não escrevi porque não conseguia entrar no meu blog, desde que mudou o endereço, tudo se complicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se tem passado neste país, no mundo, a merecer comentários. Sobretudo comentários desalinhados, como os meus. Sempre gostei de escrever aquilo qu penso, ainda que me aperceba estar muito fora do tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai o primeiro comentário ao mais mediático desaparecimento de uma criança, e logo no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei de quem é  a culpa, nem adivinho o que se terá passado. Leio, vejo, ouço, e ainda não vi nenhum comentário que reflectisse o que eu penso disto tudo - para mim, o mais importante é a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a seguir, parando para reflectir um pouco, verificamos que algo errado, muito errado mesmo, se está a passar, com a conivência de todos nós - parece-me que há uns pais que souberam rentabilizar demasiadamente bem a desgraça do desaparecimento da filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eventual notícia da sua morte irá acabar com a galinha de ovos de ouro que tem sido aquele inexplicável site de angariação de fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo ninguém preocupado com isto, pelo menos, na comunicação social, afloram o assunto muito pela rama. Isso não me agrada, já que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Porque não revertem esses fundos única e exclusivamente para a busca de crianças, compra de equipamentos sofisticados, etc?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Como é possível que esses fundos paguem alugueres de casas no Algarve aos pais, bem como outras despesas pessoais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Como deixamops que esse casal viva à conta dos donativos, sendo eles médicos jovens e saudáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Porque não se apresentam como voluntários para trabalhar como médicos em hospitais, associações de crianças, idosos, etc.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Alguém acha normal que se vá a um site buscar dinheiro para viver sem trabalhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A quem beneficia a continuação desta história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Ninguém acha chocante que, logo ao abrir o site, apareça aquela sugestão para o donativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles podem não ter culpa, mas que sabem aproveitar-se bem, lá isso sabem. Para mim, isso diz tudo sobre o carácter deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-1139665739177780946?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/08/at-que-enfim-oh-maddie.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-117636961946552649</guid><pubDate>Thu, 12 Apr 2007 09:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-12T02:20:19.476-07:00</atom:updated><title>RAFAEL DE CÓZAR</title><description>Aqui vai um poema de Rafael de Cózar, outro grande poeta espanhol, que o Joaquín Ramirez Garrido me permitiu conhecer melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta una belleza andaluza.&lt;br /&gt;                             Para Joaquín Ramírez, poeta aviador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muy señora mía, &lt;br /&gt;                 espero&lt;br /&gt;que al recibo de esta&lt;br /&gt;se encuentre usted indiferente,&lt;br /&gt;que me perdone el osado atrevimiento&lt;br /&gt;de contarle lo que le cuento &lt;br /&gt;y sepa comprender la razón&lt;br /&gt;de que sienta lo que siento,&lt;br /&gt;como también espero&lt;br /&gt;que recuerde claramente&lt;br /&gt;los estragos de mi frente&lt;br /&gt;por mi mala cabeza,&lt;br /&gt;perdida a causa de su andaluza belleza,&lt;br /&gt;la cual aún me ronda  el sueño&lt;br /&gt;de dormir en la maleza&lt;br /&gt;de su cuerpo moreno y reluciente.&lt;br /&gt;Le preciso que aún la sueño con los dientes,&lt;br /&gt;que mis dedos de tal modo la recuerdan&lt;br /&gt;con vellos y señales&lt;br /&gt;en cada recoveco,&lt;br /&gt;que en los pulmones llevo aún su eco,&lt;br /&gt;las esquinas ocupadas con su aliento&lt;br /&gt;y el hilo de su voz, que aún se enreda&lt;br /&gt;y aún me asombra y me espanta&lt;br /&gt;los huecos de mi garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dios mediante, mucho me temo&lt;br /&gt;que esta tarde, por su culpa,&lt;br /&gt;algo de mí me muero,&lt;br /&gt;mejorando lo presente;&lt;br /&gt;que se me ha cruzado por la mente,&lt;br /&gt;gracias al poder de la memoria,&lt;br /&gt;asesinarla a besos&lt;br /&gt;y, muy a pesar suyo sobre mí,&lt;br /&gt;convertirme en su segunda piel,&lt;br /&gt;bebiéndome el vino de su boca&lt;br /&gt;en su misma carnal copa&lt;br /&gt;y acoplar así también mi peso con su peso&lt;br /&gt;haciendo el horizonte con los cuerpos,&lt;br /&gt;hasta que el sol se hunda en lo más hondo,&lt;br /&gt;cubriéndonos de sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es lo bueno que tiene la memoria,&lt;br /&gt;que nos permite, siendo juez y parte,&lt;br /&gt;desarrollar con todo el arte y sin su venia&lt;br /&gt;los más impúdicos de nuestros sueños.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin más por ahora, se despide&lt;br /&gt;su inseguro servidor, que lo es&lt;br /&gt;y que en otro tiempo llegó a ser&lt;br /&gt;su amador más fiel y más seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       Rafael de Cózar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-117636961946552649?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/04/rafael-de-czar.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-117492038376554968</guid><pubDate>Mon, 26 Mar 2007 14:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-26T08:46:23.776-07:00</atom:updated><title>Aventura em Salzburg - O comboio da Felicidade</title><description>Há algumas semanas atrás, estava a escrever ao meu primo Alfredo Manuel, quando me lembrei de uma história curiosa, uma verdadeira aventura, ocorrida em Abril de 2000. Prometi que a contaria aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressávamos de uma visita memorável a Salzburg, cansados mas felizes, num comboio com destino a Viena, onde nos encontrávamos de férias. Na nossa carruagem seguiam apenas austríacos, polidos, circunspectos, educadamente alheios ao que os rodeava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um lia o seu jornal, semicerrava os olhos ou fingia dormir. Os típicos chapéus tiroleses, comprados  frente à casa de Mozart, devido à chuva miudinha que caía quando por lá deambulávamos,  identificava-nos como turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha frente seguia um bonito homem com cerca de 70 anos. Dormitei, acordei, sorri-lhe, ele retribuíu-me o sorriso, e a viagem continuou. O meu marido e a Carolina iam dormitando e acordando, até que  comecei a brincar com eles, para verem melhor a paisagem, imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O austríaco, curioso perante a nossa língua, perguntou-me se falava inglês,  respondi que sim, se éramos espanhóis, respondi que não, e fiz a apologia da nossa pátria bem amada, com o calor que me é habitual. Dizer mal de Portugal, só para consumo interno, lá fora, somos o melhor país do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa continuou, ficámos a saber que era um médico reformado, vivia junto à última estação antes de Viena, mas era de Salzbirg, onde ia sempre que podia, para se embriagar com a beleza da sua terra. Andava a aprender espanhol, pois iria de férias para Espanha, ainda nesse Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falava muito bem inglês,  facilitando a conversa e descrição de hábitos e costumes, até chegámos à conclusão que nos parecíamos bastante - eles ainda sentem um certo arrepio pela ocupação alemã, muito parecido ao que sentimos pelos espanhóis...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos perguntou se conhecíamos bem Salzburg, respondi-lhe que apenas como turistas, mas que tínhamos adorado e queríamos voltar. Insistiu que voltássemos por duas semanas, tempo mínimo para passarmos a gostar ainda mais da sua terra. Quis explicar-nos o que era o "edelweiss" que cobre as montanhas, aí, comentei-lhe que tinha passado uma parte da infância a cantar uma canção com esse nome. Surpreendido, respondeu-me que a desconhecia, voltei à carga, falando  do filme "Música no Coração" - quem, da minha geração, não recorda todas aquelas melodias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o seu desconhecimento, achei por bem dizer-lhe que era a história da Família Von Trapp. Inútil, nunca tinha ouvido falar de tal filme. Quase desesperada, comecei a trautear a canção "Edelweiss", ganhei fôlego, entusiasmei-me e, qual filme musical, cantei o reportório que tinha alegrado a minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto cantava, chapelinho de plumas a abanar, marido e filha, a pediam-me para parar, entredentes, embaraçados com o espectáculo. Mas eu sentia-me tão feliz, parecia ter de novo 11 anos, continuava  a cantar. Na carruagem, todos tinham parado a leitura ou o "finge que dorme para não ter de falar com o parceiro da frente", e todos seguiam, entusiasmados, os meus trinados, acenando e batendo com os pés. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dei por mim, parei, sob aplausos, dos incrédulos viajantes. Levantei-me, sorridente, e agradeci. Ainda hoje devem interrogar-se sobre quem seria a "cantora"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao nosso companheiro de viagem, antes de sair, apertou-me a mão, agradecendo a melhor viagem da sua vida. Estava a pensar mudar as férias de Espanha para Portugal, porque nunca tinha visto estrangeiros tão simpáticos, que, ainda por cima, cantavam nos transportes públicos, coisa absolutamente fantástica para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele veio a Portugal, qual terá sido a sua reacção, ao viajar nos nossos transportes públicos e não ver ninguém a cantar?...Nem quero pensar na tristeza da maioria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao descerem, todos os passageiros nos cumprimentavam, exactamente os mesmos que antes pareciam frios e distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a nossa alegria de viver, uma viagem monótona e banal veio a tornar-se numa história divertida e inesquecível. A barreira da língua e a diferença de mentalidades ficou mais ténue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a esperança de que, quando lhes falem de Portugal, todos aqueles passageiros se lembrem de nós com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ano de 2000, se bem me recordo, tinha havido aquela polémica daquele político austríaco de extrema direita, Heider, que tinha falado dos povos do sul como "aqueles preguiçosos". Estávamos em ambiente de cortar à faca, mas bastou o comboio da felcidade para nos unir. Se isto não é um exemplo de como conseguirmos sentir-nos europeus, não sei, francamente, como lá chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-117492038376554968?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/03/aventura-em-salzburg-o-comboio-da.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-117491669124373215</guid><pubDate>Mon, 26 Mar 2007 14:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-26T07:44:51.256-07:00</atom:updated><title>Mais um poema do Joaquín Ramirez Garrido</title><description>Estaciones ( Primavera )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sueño tu rostro de invierno,&lt;br /&gt;en este Hotel ajado,&lt;br /&gt;donde pago la cama&lt;br /&gt;y el alquiler de los recuerdos.&lt;br /&gt;Cómplices los visillos de la habitación,&lt;br /&gt;bailan al son del viento&lt;br /&gt;y la memoria de esta falsa Primavera.&lt;br /&gt;Suenan canciones de Battiato,&lt;br /&gt;en el bar repleto de cuadros de Blake,&lt;br /&gt;negra cerveza presta a la boca,&lt;br /&gt;tus manos con señales de la edad,&lt;br /&gt;acariciaban el cristal&lt;br /&gt;mientras te mirabas en mi rostro.&lt;br /&gt;La distancia, ser ajeno al mundo&lt;br /&gt;desde este cuarto alquilado,&lt;br /&gt;fría ginebra en la boca,&lt;br /&gt;sonidos tan lejanos del instante,&lt;br /&gt;todo tan fuera de mi vida,&lt;br /&gt;recuerdan tu recuerdo.&lt;br /&gt;Nos encontró el destino&lt;br /&gt;en el ágape de un deceso,&lt;br /&gt;me miraste y me asustó&lt;br /&gt;la envergadura de tu fijarte.&lt;br /&gt;Tenías algo de bailarina de tangos loca,&lt;br /&gt;y yo,&lt;br /&gt;que amo los ritmos enchulados,&lt;br /&gt;las miradas con futuro de cama revuelta,&lt;br /&gt;las pasiones desaliñadas,&lt;br /&gt;con desencuentros profundos&lt;br /&gt;y desastres para recordar,&lt;br /&gt;obligado por el rigor de los nombres,&lt;br /&gt;te puse,&lt;br /&gt;ajeno al murmullo del bar,&lt;br /&gt;por nombre Abraxas.&lt;br /&gt;Pensé que al fin todas las mujeres&lt;br /&gt;convergen en diosas,&lt;br /&gt;y tú tenías ojos de Cábala,&lt;br /&gt;mirar de ardiente Sefirot,&lt;br /&gt;Arcana de los números.&lt;br /&gt;Apenas cruzamos palabras aquella noche,&lt;br /&gt;luego todos los diálogos se fueron trabando,&lt;br /&gt;como los fantasmas de las vigilias de alcohol.&lt;br /&gt;Las citas, tus nervios y mis depresiones,&lt;br /&gt;el malentendido de nuestras vidas,&lt;br /&gt;algún insulto hiriente arrojó tu boca,&lt;br /&gt;con la fineza de las balas de plata,&lt;br /&gt;hermosas, perfumadas, mortales.&lt;br /&gt;La distancia, y su perspectiva te recuerdan,&lt;br /&gt;mientras lleno el vaso con la última ginebra,&lt;br /&gt;con la que brindaré por la despedida&lt;br /&gt;de un amor de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Joaquín continua com a inspiração em ponto alto, agora ainda mais reforçada pela chegada da Primavera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-117491669124373215?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/03/mais-um-poema-do-joaqun-ramirez.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-117441062166048391</guid><pubDate>Tue, 20 Mar 2007 18:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-20T11:10:21.670-07:00</atom:updated><title>POEMA DO MEU AMIGO JOAQUÍN RAMIREZ GARRIDO</title><description>Le Diré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le diré, seré sincero&lt;br /&gt;Que la copa llena ocupa toda la vida&lt;br /&gt;Que me perdí en laberintos&lt;br /&gt;Sin hilo de Ariadna&lt;br /&gt;Apuro la misericordia de los Gin Tonics&lt;br /&gt;En el bullicioso silencio de los bares&lt;br /&gt;Guardo escrupulosamente los cigarros Ducados&lt;br /&gt;Con el orden que solo el obsesivo lo sabe hacer&lt;br /&gt;No renovaré la chaqueta de Ante&lt;br /&gt;Que he regalado el libro La Fuente de la Vida de Ibn Gabirol&lt;br /&gt;Y la primera edición de El Hacedor del padre Borges&lt;br /&gt;Le diré, no me avergüenza&lt;br /&gt;Reconocer que soy menos resistente que el resto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Joaquín é El Aviador Capotado, um verdadeiro poeta, com quem se aprende todos os dias.Já temos combinada uma tertúlia cá em casa, com muita poesia e música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-117441062166048391?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/03/poema-do-meu-amigo-joaqun-ramirez.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-116860128716714413</guid><pubDate>Fri, 12 Jan 2007 19:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-12T03:28:07.183-08:00</atom:updated><title>QUEM FOMOS E QUEM SOMOS</title><description>Ando entusiasmada com o meu último passatempo, a  pesquisa de quem é quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao procurar pessoas conhecidas de há muitos anos, comecei a interessar-me por acompanhar o seu percurso, mais para a esquerda, mais para direita?!?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre digo, a idade nunca me endireitou, felizmente, mas quero ver o que mudou na cabeça e no coração de tantos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me senti feliz por ser de esquerda, do lado do coração, foi sempre o meu argumento. Durante os meus verdes anos, sempre associei a palavra solidariedade à esquerda. Era assim, mas tudo tem mudado de tal maneira, sei de ministro que pensavam como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque mudaram? Para ter um carro melhor? Uma casa mais bonita? Um ordenado mais chorudo? Um tacho vitalício? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, apesar de tanta desilusão, nunca me passou pela cabeça mudar de campo. Sempre fui muito desalinhada, confesso, mas sempre me guiei por ideais, pela noção de que todos somos iguais e merecemos as mesmas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que pessoas que pensavam como eu, hoje nos espremem desta maneira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando na minha pesquisa, veremos os resultados, que começam a ser demasiado repetitivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-116860128716714413?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/01/quem-fomos-e-quem-somos.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-116860003970542378</guid><pubDate>Fri, 12 Jan 2007 19:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-12T03:07:19.716-08:00</atom:updated><title>O CLUBE DOS RIQUINHOS - OU VAMOS DESENCALHAR O 25 DE ABRIL</title><description>Em Portugal ganha-se pouco? Falso, em Portugal ganha-se muito, mas são poucos a ganhar muito. Reside aí o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos percorrer as lojas mais caras do país - não lhes faltam clientes, artigos há que só por encomenda, dizem-nos... Não, decididamente, não é aqui que vamos encontrar os que se queixam de ganhar pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca a passear pelos bairros chics -  mesmo cenário, fulana que faz a piscina maior do que a da vizinha, beltrano que compra o carro mais potente que o de cicrano, assiste-se a uma procissão onde o padroeiro é o (muito) mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nas lojinhas, feiras e mercados, equaciona-se a prioridade entre a t-shirt e a mala, cada uma a 5 euros, há que decidir racionalmente entre estas duas grandes opções. Depois de um suspiro sentido e fundo, viram-se as costas, os 5 euros sempre pagam mais uns iogurtes para os miúdos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, então, no Portugal dos Riquinhos -  difícil não é ser rico, é ser riquinho. Depois de entrar no Clube dos Riquinhos, começa a alameda a alargar-se para a grande rotunda que afunila para o Clube dos Ricos. Mas, isto é mesmo assim, enquanto a rotunda vai e vem, folgam os riquinhos!... A maioria nunca entrará no Clube dos Ricos, mas circulam na mesma rotunda, que prazer!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há 32 anos atrás nos dissessem que hoje ainda estaríamos assim, não acreditávamos. "Reacionário" era a palavra escolhida para catalogar os que nos diziam "sempre assim foi, sempre assim será, sempre houve ricos, sempre haverá". Será que temos mesmo de dar razão a esses arautos da desgraça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Abril cumprem-se 33 anos de liberdade, liberdade dos Riquinhos passearem na Rotunda que dá acesso ao Clube dos Ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos à espera do cumprimento de tantas promessas, que já cheiram a bafio e ainda não foram cumpridas, estamos fartos de ser espremidos a favor dos Ricos &amp; Riquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos desencalhar o 25 de Abril?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-116860003970542378?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/01/o-clube-dos-riquinhos-ou-vamos.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-116799927553856221</guid><pubDate>Fri, 05 Jan 2007 11:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-05T04:14:35.540-08:00</atom:updated><title>CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS OS PECADOS DO MUNDO</title><description>É já em 2007 que volto a escrevinhar, e logo sobre Saddam!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vi, em nenhum lado, até agora, qualquer comentário relevante sobre a data e hora escolhida para a execução do tirano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga muçulmana, reconhecendo o carácter do ditador e seus crimes, confidenciou-me a sua tristeza, pelo facto de ter sido escolhida a hora em que o cordeiro é morto para as celebrações da grande festa muçulmana do fim do ano. Foi abatido o animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou sempre contra a pena de morte - ao ser a favor, estamos a pôr-nos ao nível dos assassinos. Claro que se fosse a favor, com o Saddam, iria uma série de tiranos sanguinários que vivem impunes por esse mundo fora, Bush incluído no lote. Mas a civilização em que estamos inseridos indica para que se acabe definitivamente com a pena de morte - em todo o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não invalida os crimes que foram cometidos pelo ditador iraquiano, abundantes em sangue e horror. Sangue igual ao que se derrama, hoje, no seu país. Horror igual ao que se vive, hoje, no seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matou-se um ditador, vivam os ditadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-116799927553856221?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2007/01/cordeiro-de-deus-que-tirais-os-pecados_05.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-116056411660642939</guid><pubDate>Wed, 11 Oct 2006 10:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-11T03:55:16.700-07:00</atom:updated><title>Adoptámos uma família</title><description>A adopção é o maior acto de amor que qualquer ser humano pode viver, sentir, exprimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão complicado que é, assusta quase sempre. Porque o comum dos mortais vive num mundo de medos, foge de tudo o que não é vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, na nossa casa, não somos assim. Somos um bocadinho mais abertos, se calhar, eu sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante as férias, no Egipto, que aconteceu um "coup de foudre" entre as nossas duas famílias. F e M casaram e têm a mais adorável das bebés, Jenna. Fadoua é marroquina, Malik é argelino, as duas famílias continuam a opor-se a uma união em que o amor ditou as regras, e nem sequer aceitam a neta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzámo-nos na praia, estávamos a banhar-nos naquele Mar Vermelho quente e acolhedor, pensávamos que eram portugueses. Ele respondeu-nos que era porque eles eles os verdadeiros mouros, nós, os falsos mouros. Desatámos todos a rir. Saímos da água quase duas horas mais tarde, depois de discutirmos política, racismo, chauvinismo, futebol, parece que nos conhecíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Carolina foi a primeira a apaixonar-se pela pequenina, que lhe deu os braços, assim que a mãe a trouxe para junto de nós, ainda na água. Daí em diante, todos rodeávamos a nossa pequenina - sim, passou a ser nossa - e era só mimos e colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais nem  queriam acreditar - a família não quer conhecer a bebé; em Paris, onde vivem, ninguém pára para um segundo olhar, e ali, em Hurghada, uma família portuguesa apaparicava a sua menina!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali para a frente, assim que chegavam aos restaurantes, à praia, ao lobby, por todo o lado, procuravam-nos de imediato. Estavam a viver uma experiência única, que era ver a filhota deles ser amada e mimada. Ambos são muçulmanos, educados na tradição do amor à família, e não aceitam que as famílias se oponham à união deles. Fazem questão de se assumir muçulmanos europeus, modernos, arejados, abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separámo-nos a chorar, abraçadas, a Fadoua ainda sente muito a falta da mãe, não se habituou à ideia de que nunca vão aceitar a sua nova família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história começa aqui, de facto, pois, já em Paris, telefonaram-nos a pedir para sermos a família que não têm. Babada, ouvi o Malik contar que tinha dito à irmã que talvez eu viesse a ser a avó que a filha precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que existe o messenger, pois agora comunicamos, vemo-nos, falamos, atiramos beijinhos, tudo coisas que há um mês atrás eu julgaria impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, adoptámos uma família, ignorando as barreiras da língua e da religião. A Jenna, que já é tratada de Fofinha pelos pais, assim que nos vê na webcam, começa logo a fazer boquinhas, a imitar beijos. Está linda, com uma carinha redonda, parece o nosso Menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patetas, assim que a vemos, fazemos "OOOOhhhhhhhh", a mãe põe-lhe chapéus, mais "Ohs", babados, verdadeiramente como sendo já uma só família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do mês, o Malik continua a trabalhar em Paris, mas elas vêm visitar-nos, faz de conta que vão à terra. Em Paris, todas as pessoas acham isto estranho, mas os portugueses a quem o Malik conta o nosso encontro, acham perfeitamente natural, dizem-lhe logo que nós, portugueses, gostamos muito de  crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além desta história de amor, porque é disso que se trata, pergunto a mim mesma se, na realidade, não estaremos a ser pioneiros numa nova forma de estar na vida e de criar laços, raízes. O Malik pede-nos para ensinarmos português à filha, que crescerá ansiosa pelas férias "na terra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pelo mundo fora todos fossem aceitando outras culturas desta maneira, não seria muito mais fácil atingirmos um nível de vida mais harmonioso? É que a adopção foi recíproca, dois mundos diferentes que decidiram entrecruzar-se, sem nada exigir do outro lado. Estamos a escrever um capítulo da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoptámos uma família - estamos mais ricos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-116056411660642939?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/10/adoptmos-uma-famlia.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-115947305369494222</guid><pubDate>Thu, 28 Sep 2006 19:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-28T12:50:53.753-07:00</atom:updated><title>Caf�Bagdad</title><description>Caf�Bagdad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de quem está presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fantástico, estive ausente quase quatro meses, nem dei pelo tempo passar - e também não deixei saudades, diga-se em abono da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, não queria, de modo nenhum, andar a escrever durante o Mundial, porque sempre teria de dizer alguma coisa, e eu detesto tudo o que o futebol actual representa - corrupção, grupismo, violência, árbitros a precisar de oftalmologista, enfim, um sem número de coisas me afasta desse espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, comecei a pensar que era bem melhor não escrever, ainda que não me impedisse de pensar como estava a descurar a minha rotina. É que isto de desabafar para o teclado, mesmo não sendo o do piano, é benéfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, que tanta coisa tem acontecido, vim ao sótão, sentei-me no computador que aqui está, andei a dar um giro de rato na mão, e eis-me a tentar recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ausente da escrita, não estive parada, nem me livrei do meu sentido de observação, não, tenho andado a ver muita coisa passar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar ir à conquista das palavras, sempre que me apetecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-115947305369494222?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/09/cafbagdad.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114950322225014520</guid><pubDate>Mon, 05 Jun 2006 10:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-06-05T03:27:02.470-07:00</atom:updated><title>Ainda Timor e além Timor</title><description>Para Tanque da Silva - concordo, Timor foi o reviver da sensação de liberdade que o 25 de Abril nos deu a conhecer. Para os mais jovens, foi a experiência que não tinham, e que os enriqueceu, tornando-os nos adultos que hoje são, responsáveis e solidários. Ainda bem que puderam assistir a essa fase de luta e libertação de Timor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxalá os "geninhos" (como o Paulo chama aos GNR) consigam melhorar a situação. Dá que pensar... se uma força policial tão detestada aqui em Portugal é bem vista lá, o que será uma força "hostil"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu post anterior, esqueci-me de dizer a palavra-chave - PETRÓLEO. Alguém duvida que o cerne da questão é a ganância pelo petróleo? Fosse o terreno árido, pobre e seco, e certamente não surgiriam tensões políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, continuo à espera de outro "Maio  68" - pode ser em Junho, Julho, Agosto, não faz mal, a revolução faz-se assim mesmo, de persistência. Se o que se passa em Timor, mais não é do que um reflexo da sociedade gananciosa e capitalista em que vivemos, se construirmos o nosso "Maio 68", com certeza que surge a solução para Timor. E para o resto do mundo!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114950322225014520?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/06/ainda-timor-e-alm-timor.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114917010282044612</guid><pubDate>Thu, 01 Jun 2006 13:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-06-01T06:55:02.833-07:00</atom:updated><title>TIMOR, AQUI TÃO PERTO...</title><description>Sei que me acusam, às vezes, de ser pouco "branca" na minha forma de estar. Reconheço que, quando olho em meu redor, os meus maiores amigos são alguns tons acima do branco, de diferentes tons, diga-se em abono da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Luz perguntou-me se eu não achava estranho que ela fosse das poucas pessoas brancas que iam a nossa casa. Mas fê-lo com enorme sentido de humor, desatámos a rir as duas. A Catarina diz que a nossa casa parece a ONU, por ver lá sempre tanta mistura - que saudável e bonito, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por tudo isto me doa ainda mais ver que em Timor existe guerra entre duas facções de um mesmo povo, já de si tão sofrido. Se isto não é racismo, não sei como lhe chamar. Timor está sempre perto dos nossos corações, foi a causa que, até hoje - tirando o futebol - mais uniu os portugueses. Portugal sofre ao ver a guerrilha e o caos instalados naquele belo território, que estaria mais vocacionado para receber turistas do que para entrar em guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser comovedor ver como os timorenses anseiam pelo regresso das tropas portuguesas. Cá por mim, antes queria vê-los ansiosos por turistas portugueses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114917010282044612?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/06/timor-aqui-to-perto.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114717417013421553</guid><pubDate>Tue, 09 May 2006 11:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-09T04:29:30.146-07:00</atom:updated><title>VINICIUS DE MORAIS</title><description>Nada melhor do que um poema de Vinicius para animar todas as Mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receita de Mulher&lt;br /&gt;Vinícius De Moraes&lt;br /&gt;As muito feias que me perdoem&lt;br /&gt;Mas beleza é fundamental.&lt;br /&gt;É preciso&lt;br /&gt;Que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture&lt;br /&gt;Em tudo isso (ou então&lt;br /&gt;Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).&lt;br /&gt;Não há meio-termo possível.&lt;br /&gt;É preciso&lt;br /&gt;Que tudo isso seja belo.&lt;br /&gt;É preciso que súbito&lt;br /&gt; Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto&lt;br /&gt; Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.&lt;br /&gt;É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflicta e desabroche&lt;br /&gt;No olhar dos homens.&lt;br /&gt;É preciso, é absolutamente preciso&lt;br /&gt; Que tudo seja belo e inesperado.&lt;br /&gt;É preciso que umas pálpebras cerradas&lt;br /&gt; Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços&lt;br /&gt;Alguma coisa além da carne: que se os toque&lt;br /&gt;Como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos&lt;br /&gt; Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro&lt;br /&gt; Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e&lt;br /&gt;Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem&lt;br /&gt;Com olhos e nádegas.&lt;br /&gt;Nádegas é importantíssimo.&lt;br /&gt;Olhos, então&lt;br /&gt;Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente.&lt;br /&gt;Uma boca Fresca (nunca húmida!) e também de extrema pertinência.&lt;br /&gt;É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos&lt;br /&gt;Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas&lt;br /&gt;No enlaçar de uma cintura semovente.&lt;br /&gt;Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras&lt;br /&gt;É como um rio sem pontes.&lt;br /&gt;Indispensável&lt;br /&gt;Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida&lt;br /&gt;A mulher se alteie em cálice, e que seus seios&lt;br /&gt;Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca&lt;br /&gt; E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.&lt;br /&gt;Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral&lt;br /&gt;Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!&lt;br /&gt;Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas&lt;br /&gt;E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem&lt;br /&gt;No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.&lt;br /&gt;É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio&lt;br /&gt;Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)&lt;br /&gt;Preferíveis sem dúvida os pescoços longos&lt;br /&gt;De forma que a cabeça dê por vezes a impressão&lt;br /&gt;De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não m se fala, que olhem com certa maldade inocente.&lt;br /&gt; Uma boca Fresca (nunca húmida!) e também de extrema pertinência.&lt;br /&gt; É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos&lt;br /&gt;Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas&lt;br /&gt;No enlaçar de uma cintura semovente.&lt;br /&gt;Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras&lt;br /&gt;É como um rio sem pontes.&lt;br /&gt; Indispensável&lt;br /&gt;Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida&lt;br /&gt;A mulher se alteie em cálice, e que seus seios&lt;br /&gt;Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca&lt;br /&gt;E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.&lt;br /&gt;Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral&lt;br /&gt;Levemente à mostra;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114717417013421553?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/05/vinicius-de-morais.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114684296262266113</guid><pubDate>Fri, 05 May 2006 14:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-05T08:29:22.683-07:00</atom:updated><title>QUEM LEVOU CHE PARA A BOLÍVIA</title><description>Privilegiada que sou, tive a sorte de conhecer o revolucionário cubano José Gomez Abat, um dos oficiais que preparou a ida de Che para a Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seríamos mais de 20 pessoas a assistir à palestra dele, mas estávamos tão atentos, que se ouviria o zumbido de uma mosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Gomez Abat está a escrever um livro, mas não quer que o considerem escritor, a profissão dele é a de sempre - revolucionário. Modestamente, quando foi apresentado como o oficial que preparou a entrada de Che na Bolívia, emendou para "um dos oficiais", pois era um grupo de pessoas. Esse livro será publicado pela "Caminho" em Setembro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Gomez Abat tem 65 anos e sofre de cancro do pulmão. Quando lhe pedi para voltar para o lançamento do livro, respondeu-me, com a maior naturalidade, que não sabia se ainda estaria vivo. Sem dramas, assim, muito simplesmente, em tom adequado a um revolucionário militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lhe faltou a emoção quando contou histórias  de Che, dos seus gostos, piadas, preferências, trasnformações físicas a que se submeteu, etc. Foram duas horas e tal de pura magia. Agora já sei porque foi escolhida a Bolívia - tudo isto está no livro, bem como muitos outros pormenores que até hoje estão por publicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no fim, rua fora, continuámos à conversa com ele e a mulher, a Capitana Gina. À despedida, deixou-nos a morada e o telefone, para quando formos a Cuba, para falarmos mais um bocado. Saímos de lá empolgadas de&lt;br /&gt;tal modo, que, ao voltar para casa, perguntei à minha amiga Luz - "... que tal se vendermos as nossas casas e partirmos à aventura, e criamos a nossa Sierra Maestra?"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia para ficar na nossa memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114684296262266113?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/05/quem-levou-che-para-bolvia.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114683892978726719</guid><pubDate>Fri, 05 May 2006 14:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-05T07:22:09.810-07:00</atom:updated><title>25 DE ABRIL SEMPRE</title><description>Não se pense que passei esta data em branco, apenas andei tão entusiasmada a celebrá-la, a seguir foi o 1º de Maio, a Capitana Gina, o José Gomez Abat (falarei dele mais tarde), enfim, achei mais apropriado ir para a rua, gritar, desfilar, reclamar, em vez de ficar parada a comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O S.Pedro esteve do nosso lado - felizmente os desfiles fizeram-se sem chuva, com uma Primavera linada, convidativa à festa. Porque todas as revoluções são uma festa. E porque andamos mesmo a pedir outra revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que cada vez mais, os jovens saltem para as ruas, e digam de sua justiça, aquilo que lhes vai na alma. Ainda não perdi a esperança de viver um "Maio 68" aqui em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o 25 de Abril! Viva o 1º de Maio! Abaixo a hipocrisia desta democracia podre, elitista e racista instalada de pedra e cal. Vamos com a nossa bull-dozer arrasar esta "burrocracia", continuando o Abril dos nossos Capitães.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114683892978726719?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/05/25-de-abril-sempre.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114657945771856741</guid><pubDate>Tue, 02 May 2006 13:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-02T07:17:37.733-07:00</atom:updated><title>CAPITANA GINA DA SIERRA MAESTRA</title><description>Sou uma privilegiada, reconheço-o. Não por ser alta, loura e de olhos azuis; não por ser milionária; não por tantas outras razões que nos acorrem quando falamos de privilégios. Não, nada disso, apenas porque tenho a sorte de ir conhecendo, ao longo da minha vida, algumas pessoas verdadeiramente fascinantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive o  privilégio de assistir a uma palestra, no dia 26/04/06, em que um dos oradores foi a Guerrilheira Elsa Montero, Capitana Gina da Sierra Maestra. Modestamente, não quis falar da sua vida, o que me deixou ainda com mais vontade de a conhecer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando as nossas vidas se cruzam com pessoas como ela,  que nos damos conta do pouco valor que temos. Fica na nossa memória o facto de ter ido com apenas 14 anos para a Sierra Maestra. Era filha única, e, mesmo assim, foi para a luta, onde combateu ao lado dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou-nos sobretudo de outra grande Mulher, a Guerrilheira Celia, considerada como uma Mãe para muitos cubanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história que nos deixou, muito a propósito da paridade (a comparação é minha) - quando as Guerrilheiras acharam injusto não combater, cansadas de executar tarefas de rectaguarda, Celia, depois de as ouvir, apresentou a Fidel Castro essa pretensão. Muitos comandantes acharam que não deveriam ir para a linha de fogo - revolucionários, mas machistas (que é eu que eu dizia no post anterior???????????).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que Fidel anuíu ao pedido de Celia. Os comandantes mais renitentes, foram os que mais Mulheres receberam - o mais machista levou quatro, e o seguinte ficou com duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos combates intensos, ao fazerem o balanço, esses Comandantes (agora merecem a maiúscula) escreveram a Fidel, dizendo que ele tinha razão, pois durante as refregas,os seus melhores soldados tinham sido as Mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi à Capitana Gina para nos vistar outra vez, lá para Setembro - talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se escreverá a História.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114657945771856741?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/05/capitana-gina-da-sierra-maestra.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114381135168352325</guid><pubDate>Fri, 31 Mar 2006 13:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-02T06:59:21.560-07:00</atom:updated><title>A DISPARIDADE</title><description>Num momento em que tanto se fala da paridade - e ainda bem que se fala - não é demais falar da "disparidade" da realidade, pelo que resumo em dois pontos o que me afastou da política:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. As mulheres portuguesas têm a seu cargo a família, a casa e a profissão.&lt;br /&gt;Há uns anos atrás, andava eu muito entretida a colar cartazes, o tempo não me chegava para nada. Se não tivesse ajuda, certamente a casa ficaria um caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A maternidade é muito complicada, quando se quer exercer qualquer actividade política. Quando fui mãe, fui "castigada" na empresa onde trabalhava, não fui aumentada durante dois anos. Disseram-me que ali não era maternidade nem hospital. Assim mesmo, por estas palavras, sem tirar nem pôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos outros pontos haveria a acrescentar, mas estes três são mais do que suficientes para nos fazerem pensar que, sem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Qualidade de vida que nos permita ter ajuda doméstica e apoio familiar.&lt;br /&gt;2. "Educar os homens" nesse sentido, ou seja, que as mulheres podem ser tão boas ou  melhores que eles, criando, de facto, a partilha de TODAS as tarefas domésticas. É que isto de ser revolucionário e continuar machista não pode continuar.&lt;br /&gt;3. "Educar o patronato" igualmente nesse sentido - já basta a discriminação a que as mulheres, por serem mães, são sujeitas, imaginem agora a reacção quando vêem as suas funcionárias com actividade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todos os dissabores, continuo uma resistente, a lutar contra esta "disparidade".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114381135168352325?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/03/disparidade.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9100584.post-114345537002745651</guid><pubDate>Mon, 27 Mar 2006 10:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-03-27T02:30:58.453-08:00</atom:updated><title>Acorda, Europa!!!</title><description>Logo pela manhã, fico animada com a leitura de uma notícia publicada no Expresso - a MINISTRA (já vão ver porque merece as maiúsculas) do Trabalho, em Moçambique, decidiu encerrar duas empresas chinesas em Quelimane, devido a maus tratos e insultos aos trabalhadores, por parte dos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofegante, releio a notícia, com medo de estar enganada. É mesmo verdade, passou-se em África, Moçambique, um país que, embora precisando de ajuda, tomou uma atitude defensora da sua dignidade. Há que afastar os fantasmas do neocolonialismo que se quer instalar lá, e que é de pôr os olhos em bico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante um exemplo destes, ficamos roídos de inveja por não termos uma pessoa assim no nosso governo, que impeça os constantes encerramentos de fábricas estrangeiras, que num passado recente foram bafejadas por todos os benefícios que às empresas portuguesas são negados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente, abre-se o caminho a uma outra reflexão - se um país como Moçambique consegue tomar uma atitude destas, como é possível que por toda a Europa não se encontrem políticos desta cepa? Alguém poderá explicar-me como é possível que uma China totalmente desrespeitadora dos direitos humanos exporte e se instale a seu bel prazer por essa Europa fora?... Que saudades do bloqueio à Indonésia, antes da independência de Timor!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Europa, acorda, um gigante quer devorar-te!... Quando a digestão estiver adiantada, lá irão aparecer uns Alka-seltzers a dizer que vão ter de nos cortar mais qualquer coisa (se ainda houver alguma regalia para cortar...) porque não somos competitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queremos a asiatização da nossa sociedade. Eles é que têm de implementar direitos sociais e ordenados decentes, não somos nós que temos de fazer marcha-atrás, e, enquanto não houver políticos que tenham a coragem de um gesto semelhante ao desta Mulher, quem nos acode?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9100584-114345537002745651?l=cafebagdad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cafebagdad.blogspot.com/2006/03/acorda-europa.html</link><author>noreply@blogger.com (carla)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>